Uma visão de fora
O cliente queria uma visão independente da própria plataforma: o quanto ela estava segura, confiável e preparada para operar e crescer, e onde estavam os riscos e os custos desnecessários. Não existia um diagnóstico consolidado. O conhecimento estava espalhado entre as pessoas do time e o próprio ambiente.
A autópsia
Comecei mapeando a plataforma por dentro, no que a gente chama de autópsia: arquitetura, componentes e funcionalidades, a partir do ambiente real e não só da documentação. Documentação descreve como o sistema deveria ser; o ambiente mostra como ele é.
Com o mapa pronto, avaliei a plataforma em sete dimensões, cada uma com uma pergunta simples. Na segurança, se dados, acessos e infraestrutura estavam protegidos. Na confiabilidade, se a plataforma resistia a falhas e se recuperava delas. Na disponibilidade, se o serviço estava no ar quando o cliente precisava. Na operabilidade, se o time conseguia operar, publicar e mudar com segurança. Na observabilidade, se dava para saber o que estava acontecendo, e por quê, a qualquer momento. Nos custos, se o dinheiro gasto em nuvem gerava valor. E na governança, se havia padrões, responsáveis e controle sobre o ambiente.
Do relatório à mesa de decisão
Escrevi o documento de assessment com os achados e as recomendações em ordem de prioridade. Depois, revisei e aprofundei o documento numa segunda versão e apresentei os resultados ao cliente.
O cuidado principal foi com a forma. Um achado técnico só leva a uma decisão se quem decide entende o risco que ele representa. Por isso, cada item veio com o risco explicado em linguagem de negócio e uma prioridade clara, e não como mais uma linha numa lista de problemas.
O que mudou
O cliente passou a ter, num único documento, um diagnóstico de ponta a ponta da plataforma, com os riscos e as oportunidades de melhoria organizados por dimensão e por prioridade.
O que eu levo disso
Um assessment só gera valor se quem decide consegue agir em cima dele. A parte técnica encontra os problemas; é a tradução para risco e prioridade que faz alguém resolver.